lady you have written me a letter
which i will never keep in a foolish vermillion
box glad with possible dragons
but in a surer place,and in a better
place and in a richer(and
if sometimes i will take it out,to see
how it is,perhaps you will understand
perhaps you will know that a million
things happen richly in me.)
And where i will put it away my lady
you will understand,only if once
(if leaning and with little breasts apart
you quickly will look into the
dark box of my shutting heart
(àquela que achou o verso forte, àquele que disse que seu coice é forte, e àquele outro que me perguntou ontem quem andou me escoiceando, deixo o poema completo):
Esta égua que pasta a geografia
de meu túmulo
deu-me
o leite dos infernos.
Na emboscado do cio
seu fogo
fustigou-me o fígado
e fê-lo
estigma, lama. E a sina,
do verbo corrompido fez o signo-fruto
corroído
que ela enterrou e canta.
SEU COICE FOI INFINITO.
(max martins)
Meu amor faz 122 anos hj - e continua jovem.
Conheço três poemas seus que ganharam voz por meio de grandes artistas> Elza, Caetano, Cazuza.
Aqui, Balada do Esplanada. Cazuza e Oswald de Andrade.

Sergio Porto (aka Stanislaw Ponte Preta)
Ôpa, tô gato?
Tô reagindo de maneira cômica e irreverente à mediocridade política da minha época?
Passeando ontem à noite pela biblioteca da univille, me vi diante de “Herzog”, de Saul Bellow. Uma edição de capa dura, um tanto antiga, mas charmosa, sem a feiúra de algumas velhas coleções. Edição charmosa (o mesmo vale para uma obra com bom título) é sempre um convite para abrir o livro na primeira página. Conferi a primeira linha de Herzog, e lá dizia isso: If I’m out of my mind, it’s all right with me, thought Moses Herzog.” Fechei o livro, mas fiquei remoendo a frase, louco para saber quem é o que mais pensa Moses Herzog. Cheio de leituras, não posso me render agora à mais páginas. Preciso me zerar antes. Mas volto. Esse livro me é, intuo.
| — | Clarice Lispector, no seu lisérgico ‘água viva’ |
Incrível o meu dedo podre para escolher leituras. Estou levando uma surra de vida dada pelo alan pauls, lendo “o passado”. Livro pesado, quase 500 páginas numa edição em capa dura. Se alguém pegasse ele e desse repetidas vezes com força na minha cabeça nao doeria tanto do que dói ler dez páginas do livro, como venho fazendo todo dia, eu e esta xícara.
From the writer of Caldecott-winning A Sick Day for Amos McGee …
Jonathan And the Big Blue Boat by Philip C. Stead
Interview and sketches at Seven Impossible Things; NYT review
Quebro ampulhetas.
Aviso às borboletas:
cuidado ao voar
Há areia na vida,
cacos de vidro no ar.
| — | pra começar bem a coisa, um poema de patrícia hoffmann. do livro ‘água confessa’ |
eu havia falado sobre o soneto do cechelero, dizendo que ainda há sonetos com valor,
e já ia esquecendo de citar o caso glauco mattoso, que só tem escrito sonetos, de um jeito novo, pessoal, pura invenção.
(algo semelhante ao que o luiz roberto guedes fez com o limerick, dando-lhe uma feição muito particular - e brasileira)



